Colaboradores | Júlio Vieira

"Sublime", ilustração de Julio Vieira, presente na Acrobata #3

“Sublime”, ilustração de Julio Vieira, presente na Acrobata #3

Julio Vieira, paulista, ilustrador e designer gráfico é colaborador da terceira Acrobata. Seus desenhos estão presentes em quase todas as páginas da última edição da revista. O designer desde muito cedo tinha curiosidade pelo universo underground, desde a música (punk), caminhando pela produção de fanzines, até chegar as artes de ruas, sobretudo o graffiti. Todas essas influências durante a vida ajudaram Julio a moldar seu trabalho e seu traço único. O artista mantém um blog com atualizações constantes de suas produções.

O contato com os editores da Acrobata se deu em 2013, em São Paulo, na ocasião da exposição de Julio Vieira em uma loja Mumps, especializada em camisetas, no bairro da Vila Madalena. Logo depois, surgiu o convite para Julio ser um dos colaboradores da revista, apesar do contato ter se dado somente de forma virtual.

O resultado dessa parceria você pode ver por entre as páginas poéticas e acrobáticas de nossa terceira revista.

Confira algumas produções desse artista:

Anúncios

Desequilíbrios poéticos na terra do amor e do reggae

O circo e sua trupe arrumou a mala e seguiu viagem para a ilha do reggae. As acrobacias poéticas piauienses desaguaram na terra do amor. Um a um fomos chegando e pedindo permissão ao “acrobata da dor”, Cruz e Souza, para lançarmos a Acrobata e mostrar nossas manobras artísticas. A 8ª Feira do Livro de São Luís foi a melhor desculpa que conseguimos para reunir, em tão intensos dias, poesia, risos e cerveja.

Recitamos em mirantes no alto da cidade, recitamos para o mar, para o vento, para pessoas inebriadas. Debruçados na cidade antiga, lançamos a poesia nos becos, nas ruas de pedras, nos bares sujos, nos corações à beira do abismo.

Com rodas de conversas, cervejas geladas e poesia criando asas, desafiamos a cidade da serpente eternamente adormecida. Em uma noite, São Luís ficou pendurada na corda bamba com poetas de todos os extremos, fazendo malabares com as palavras.

A Acrobata fugiu dos corredores de livros e foi fazer seu comércio de especiarias, experimentando os sabores marítimos até então desconhecidos. Perambulamos pelo bar do seu Manel e comemos seu peixe maravilhoso a beira mar. Depois fomos para o bar Chico Discos e nos esbaldamos em sons e cachaças. Seguimos os percursos do final de semana === praias – cervejas – peixe assado – bate papo – encontros fantásticos. Uma nova Acrobata se desenhava em mesas de bar, de mãos dadas com os desequilíbrios artísticos.

A cidade imensa tornou-se tão nossa. A poesia seguindo viagem, pousou na sacada do Convento das Mercês, novamente na Feira do Livros – o começo de todo o percurso. Logo depois, em êxtase, na mesa do bar do Léo, no mercado dos Vinhais, se agigantou e a poesia transbordava nos copos a euforia dos encontros felizes.  Corria na mesa um escambo livros trocados e algumas fotos para ficar na memória imagética. Celebramos a vida e a arte de viver criando mundos paralelos, imaginários, oníricos. As acrobacias já não eram mais as mesmas, a Acrobata também não.

Impressões de: Aldenora Cavalcante e Demetrios Galvão

Demetrios Galvão lança seu novo livro na Balada Literária

Bifurcações (2014), Demetrios Galvão

Bifurcações (2014), Demetrios Galvão

“Bifurcações” é o mais novo livro de poemas do poeta e historiador, Demetrios Galvão. O livro terá seu primeiro lançamento em São Paulo, dentro da programação da Balada Literária, dia 20 de novembro no espaço Hussardos Clube Literário,  a partir das 19h.

O livro está sendo lançado pela editora Patuá, uma das principais editoras independentes do Brasil, com projeto gráfico do artista Leonardo Mathias e edição caprichosa com acabamento em capa dura. O livro tem apresentação do poeta Afonso Henriques Neto.

O “Bifurcações” é composto por 40 poemas dividido em quatro capítulos, que dialogam com os vários espaços de deslocamento do autor. Cada capítulo segue uma dinâmica própria, atravessando temas ligados ao universo particular do autor, a relação afetiva com seus gatos, animais especiais em sua vida, além de poemas que problematizam questões existenciais, por meio de uma escrita que sobrepõe imagens e alterna entre a criação de climas suaves e tensos.

De acordo com Demetrios, seus poemas sugerem uma sonoridade ao leitor, ao mesmo tempo que compõem uma geografia com relevos e acidentes geográficos. “O livro não se entrega facilmente. Exige do leitor uma caminhada sem mapa”, completa.

Demetrios Galvão, poeta / Foto: Aline Neves

Demetrios Galvão, poeta / Foto: Aline Neves

Ao lançar seu novo livro em São Paulo, Demetrios acredita que pode fazer com que sua produção atinja públicos diferentes. “Espero que o Bifurcações consiga chegar a mais leitores e que minhas invenções poéticas atravessem as pessoas e possam provocá-las, tirá-las de seus lugares confortáveis, ou o contrário, que possa confortá-las dentro das imagens que crio”, afirma.

O lançamento de “Bifurcações” em Teresina ainda não tem data definida, a previsão é que o evento acontecerá na primeira quinzena de dezembro.

Autor também dos livros Cavalo de Tróia (2001), Fractais Semióticos (FUNDAC/PI, 2005), Insólito (Ed. Corsário, 2011) e o cd Um Pandemônio Léxico no Arquipélago Parabólico (2005), Demetrios Galvão atualmente é um dos editores da revista Acrobata, que está em sua terceira edição.

Revista Acrobata é lançada em grande evento literário de São Paulo

Cumprindo agenda de lançamentos da nova edição da Acrobata, a equipe da revista marcará presença na Balada Literária, importante evento que acontece em São Paulo de 19 a 23 de novembro. A terceira edição da Acrobata será lançada dia 21 de novembro, no sarau poético Suburbano Convicto, a partir das 20h, no Centro Cultural B_arco.

Os editores da Acrobata, Aristides Oliveira e Demetrios Galvão, irão participar do evento recitando trechos de alguns textos e poemas presentes na revista. Ainda em São Paulo, ela vai ainda percorrer os espaços Hussardos Clube Literário (20/11) e a biblioteca Alceu Amoroso Lima (23/11).

Revista Acrobata nº 03

Revista Acrobata nº 03

A revista Acrobata completa um ano de criação e para Demetrios, a revista tem contribuído para estreitar laços com escritores e leitores no Brasil inteiro, sobretudo em eventos como a Balada Literária. “Esse é o segundo ano consecutivo que lançamos a revista nesse evento em São Paulo. É na Balada que fazemos muitos dos contatos que os leitores conferem em nossas edições. O evento é uma grande vitrine para todos, uma grande praça de encontros, onde todos estão irmanados na arte e na poesia”, afirma.

                O evento está em sua nona edição e este ano homenageia o dramaturgo Plínio Marcos, que em 2014 completa quinze anos de sua morte e a escritora Carolina Maria de Jesus, que, se estivesse viva, faria cem anos este ano. A Balada Literária tem como um de seus principais organizadores o escritor Marcelino Freire. Com entrada gratuita, o evento já faz parte do calendário cultural da cidade de São Paulo, se consagrando como uma das festas literárias mais simpáticas e descontraídas do país.

                Além da Balada Literária, a terceira edição da revista Acrobata também teve lançamentos no Galpão do Dirceu e na livraria Entrelivros, em Teresina e na Feira de Livros de São Luís. Demetrios Galvão se sente maravilhado ao participar de cada evento, que atualmente estão se firmando como importantes espaços para divulgação da produção cultural independente.

Impressões sobre a Acrobata #3

10404456_838808492831154_5604059209594395615_nA.cro.ba.ci.a sf. 1. Arte, profissão, exercício ou exibição de acrobata. 2. Movimento, ato ou procedimento que revela destreza, habilidade ou astúcia. 3. Manobra difícil ou espetacular realizada por aeronaves, motos e automóveis.

A.cro.ba.ta 1. Funâmbulo. 2. Malabarista. 3 Ginasta. 4. Aviador que faz acrobacias.

Faz sentido o que se imprimiu no dicionário sobre os possíveis significados da palavra acrobata. Mas o dicionário não abarca a complexidade do fazer literário que se desvia dos cânones. Pois, neste “tempo aquoso” em que vivemos, escrever e publicar fora do mercado hegemônico e estabelecido consiste em realizar operações acrobáticas. Em borrar fronteiras. É isso que fazem os editores da Acrobata. Nesse fazer, promovem encontros, deslocamentos e desequilíbrios.

A Acrobata é uma produção noturna que acolhe as indecências de um cinema nacional renegado e relegado ao olvido. Quem já ouviu falar de filmes como Império das Taras ou Massagem? Quem já assistiu?

Produção de ousadia, astúcia, perdição.

Os editores da Acrobata dominam saberes circenses. Lona furada, chuva, sol = motivo para risos e alegria de quem sabe ser criança. Eles sabem usar a ocasião no momento preciso. Precioso. Desfazem fronteiras cristalizadas. Realizam conexões improváveis. Piruetas.

Piauí & Portugal & São Paulo & Santa Catarina & Pernambuco & Maranhão & Amazonas & Minas Gerais & Rio de Janeiro & Bahia.

Entre um texto e outro desenham percursos de corda bamba. Balanços. Mapas impossíveis entre cidades invisíveis. Tempero de impertinências no feijão com arroz de todo dia. Nas páginas escritas e desenhadas, insinuam-se loucuras, sonhos, desequilíbrios, febres, delírios. Fantasmagorias, sonho desenhado pelo artista Júlio Vieira.

Desenhar, escrever e publicar é uma operação de demarcação. Impressão (print), marca, rastro, signo. Transmutação do que se pensa/deseja em ser palpável. A Acrobata é um Objeto visível que se oferece aos sentidos de quem lê. Exige mão e olho. Quando leio, olho, pego, decifro, risco, marco. Significo. No meio das páginas, desordem. Há que ser contorcionista e ler plantando bananeira. Há que se virar na desordem da forma. Vire a publicação ou vire-se. Bote seu mundo de cabeça para baixo. Convite.

A poesia se faz presente. Bailado entre palavra e silêncio. Ritmo denso, às vezes, tenso. Maria do Sameiro Barroso diz o fogo, o lume, o corpo, o céu das horas turbulentas. Acena-nos do Além Tejo. Micheliny Veruschk (PE) registra descompassos entre ossos e corações. Coisas que latejam e se deslocam. Promessas cintilantes. Dyl Pires (MA) inventaria repetições. Entre o cais e o “museu das coisas que se disse ao longo da vida inteira” há mais que “silêncios partilhados”. Torquato Neto (PI), o poeta, leva-nos à sua experiência poética. E sua poesia alimenta-nos de esperança. Enche-nos de coragem. “Há uma porta, Rosinha. Está trancada. Mas abre.” E procuramos a chave nas palavras escritas por Thiago E (PI). Susanna Busato (SP) tece fraturas, dobras, desejos, labirintos. Não se veste de naufrágios. Despe-se. Afonso Henriques Neto (MG/RJ) desembrulha assombros, vertigens, verbos, espasmos, delírios, flutuações, dores. E nos sentimos nus e desenraizados “às margens do primeiro bosque”. Nydia Bonetti (SP) leva-nos “à beira do abismo” com seus versos de olhos verdes e revoltos. Desejo de sol e chuva. Simultâneos e contrários.

O cinema e suas imagens móveis. “Labirintos de espelhos”. Topografia onírica. Os desequilíbrios cinematográficos da Acrobata 3 emergem nos escritos de Ricardo Weschenfelder e Pedro de Souza (SC). É a mística da trilogia que nos desconcerta. O desejo demasiado humano de completude que esbarra na linguagem que não se completa, que tropeça nas falhas da memória. Nos corredores de espelhos, múltiplas imagens. Nada se pode controlar.

Para lá das trilogias há mais cinema. Pornô e chanchadas. Taras verde-amarelas. Nesse campo, José Adalto Cardoso (SP) narra-se diante das perguntas de Aristides Oliveira (PI) e Rafael Spaca (SP). Inconvenientes por ofício, perguntam sobre o que passou, mas Cardoso inventa-se quando conta. Mostra-se fragmentado. Não renega os filmes pornográficos que produziu, mas prefere não incluí-los no currículo. Exige contar e escrever sua própria história, focado nas preferências. Fala de arte, diversão, cultura, pornografia, erotismo, comércio como coisas que não se separam. Entre arte e dinheiro, diretores e produtores cada um é “feliz à sua moda”.

O cinema rende conexões. Animações e festivais. Roy Loui Di Paul (SP), sem pudores, escreve como pensa pornografia. Desde que nasceu, no final dos anos 1990, a Xplastic vem cultivando a arte de satisfazer vontades. Uma delas é atravessada pelo desejo de “conectar o submundo”. Pornografia e música.

No campo do fazer literário, Demetrios Galvão (PI) e Haroldo Ceravolo Sereza (SP) escrevem sobre práticas desviacionistas. Editoras independentes e a bibliodiversidade são o foco do debate. Falam de projetos, riscos, novidades, e formas diversas de colocar os livros em circulação. Produções ambulantes. Domínio do processo do começo ao fim. Táticas do desvio.

E no meio da leitura, estilhaços de silêncio. Zumbidos da cidade que sobe, sobe. E o poema “lembrança do tempo que não houve” exigindo voz alta e entonação correta. Vontade de saber de cor e salteado poemas do Torquato. Vontade de recitais. Pausa para o gole de café. Olho pela janela e vejo minha cidade recortada, montada e musicada. Cristalizada. Saudade cristalina. Sabor cajuína. Trocadilhos poéticos desgastados, mas cheios de significados nos fotogramas de Renata Flávia (PI).

Confusão de desejos. Felicidade de quem resolve comer como os ricos. Comer sem espinhas, sem engasgos. Registro de um cheiro na memória pode ser felicidade, no hoje de Thiago Roney (AM). Com leveza e precisão encanta-nos com seu conto. Surpreende-nos.

Ler pode ser como tomar um gole de cachaça, principalmente se a leitura provoca fogos e ardências. Roscotos. Mistérios de Okifô desembrulhados na escrita de Bruno Azevêdo (MA). Especulações numéricas e denominações eróticas.

Em tempos de assinaturas digitais, lápis e canetas serão jogados ao fundo das gavetas. Delírios das traças que sonham em escrever ao invés de roer, roer. Viajo nas caligrafias desenhadas, arredondadas “da novela fio condutor”. Artes de quem escreve-cozinha-costura coisas apimentadas. Caligrafias de “amor e balas”. Baladas e Blues. Mistérios de Salvador. Zíper na capa de livro? Capa que abre e fecha. Capa que se desfaz inteirinha. Oh! Então, caligrafo com minha Grip Finepen verde: “Haja fôlego” para acompanhar o processo de criação de Laura Castro.

Ligo-me aos Maxakali graças a Isael Maxakali e Charles Bicalho (MG). Passo os dedos no desenho das letras ancestrais. Impossível apenas olhar! Surpreendo-me cega, iletrada. Tento soletrar “hãmnõy há mõg”. Meus lábios não sabem o que dizer. Preciso do corpo inteiro para decifrar essas inscrições. Por fim, decifro apenas meu desejo imenso de deitar no terreiro da aldeia para ouvir longas histórias. Talvez, dia desses, deseje tatuar na pele palavras da língua Maxakali. Tento soletrar “hãmnõy há mõg”.

Por fim, compreendo que ler é surpresa. Como se toma uma lapada de Mangueira. Garrafa há dias atravessada no congelador. Garrafa coberta de cristais de gelo. Mistério. O álcool não congela, não vira picolé.

O ritual é simples. Garrafa fora do congelador e já ouvimos discretos estalidos do gelo derretendo. Fome de tudo. Sede de tudo. Líquido no copo. Um brinde à amizade. Ao amor. Copo erguido. Líquido sorvido de um único gole. Lapada. Estalos de dedos. Surpreender-se com o fogo gelado descendo goela abaixo. Surpreender-se com um sonoro puta que pariu! Face em fogo. Cerveja gelada para lavar a alma que o corpo não é de ferro.

Ler a Acrobata é surpreender-se. É sentir arrepios “no osso profundo” quando a cachaça desce queimando tudo.

Maria do Rosário da Silva – historiadora com sentimento literário. Pesquisa e faz invenções com o tempo dos homens. É doutoranda em História do Brasil pela UFPE.

Thiago E participa de mesa redonda no V Encontro Acadêmico de Letras da UESPI

Professora Maria Aurenívea Assis, poeta Thiago E., e escritor André Gonçalves

Professora Maria Aurenívea Assis, poeta Thiago E., e escritor André Gonçalves

Na última sexta-feira, dia 24 de outubro, Thiago E, poeta e editor da Revista Acrobata, participou ao lado do escritor e jornalista, André Gonçalves, da Mesa Redonda “O livro como objeto artístico”, mediada pela professora doutora Maria Aurinívea Assis. A discussão ocorreu durante o V Encontro Acadêmico de Letras, organizado pela Coordenação do Curso de Letras do Campus Clóvis Moura, da UESPI.

André Gonçalves conversou sobre o processo de produção de seus dois livros “Coisas de amor largadas na noite” e “Pequeno guia das mínimas certezas”. O escritor acredita que o seu primeiro livro segue uma sequência de momentos e tem a intenção de embaralhar, de manter a incerteza do amor, por meio de textos e poemas que dialogam com a diagramação usada. De acordo com ele, durante a rotina diária, o escritor vive exilado em si mesmo e a escrita é uma tentativa de se encontrar.

Thiago E, esclareceu a definição de livro-objeto, como sendo uma obra única que transcende os limites tradicionais dos livros comuns, buscando sua própria identidade e se firmando como uma obra artística visual. O poeta explicou que o livro-objeto apela para a percepção humana e lúdica, criando um novo objeto artístico.

Abraão Janderson, estudante de Letras e ganhador sorteado de um exemplar da Revista Acrobata

Para Abraão Janderson, estudante do 2º período do curso de Letras, a mesa redonda trouxe muito conhecimento e ampliou seu olhar poético. “A palestra abriu meus olhos para assuntos que eu não conhecia e que agora verei com outros olhos”, afirma.

Após a mesa redonda, aconteceu um Sarau Poético, seguido do lançamento da terceira edição da Revista Acrobata. Foram sorteados alguns exemplares da revista, além de diversos livros.

O V Encontro Acadêmico de Letras da UESPI acontece anualmente no Campus Clóvis Moura, em Teresina. Neste ano, o evento aconteceu de 21 a 24 de outubro e teve como tema “Linguagem, arte e ensino”. Para Thiago E, o convite para participar do Encontro, foi muito importante. “Falei com professores que são nossos principais difusores do conteúdo da revista. Alguns acabam passando pros seus alunos o que está sendo feito contemporaneamente na arte piauiense e enriquecendo os estudantes com novas informações, conversando sobre nosso presente”, completa.

“O museu das coisas que se disse ao longo da vida inteira é o futuro”, Dyl Pires

Dyl Pires é poeta e ator maranhense. Entre suas publicações, estão os livros: “O Círculo das Pálpebras” (Func) e “O Perdedor de Tempo” (Pitomba). O poeta é um dos colaboradores  da terceira edição da Revista Acrobata.

No link abaixo, você pode conferir o poema “O museu das coisas que se disse ao longo da vida inteira é o futuro”, de autoria de Dyl. No video, ele é recitado pelo músico, poeta e editor da Acrobata, Thiago E.

Acesse clicando aqui!

Thiago E, músico, poeta e editor da Revista Acrobata

Thiago E, músico, poeta e editor da Revista Acrobata